Falando De dor

O câncer se foi, mas a dor ficou: e agora?

Ainda no quarto do hospital, recuperando-se da operação para a retirada do seio por causa do câncer, Elza percebeu que algo estava estranho. À medida que passava o efeito da anestesia e ela recobrava a sensibilidade, fortes dores iam tomando conta do peito. A sensação era a de lhe enfiavam uma espada por entre as costelas. Nos dias seguintes, o incômodo insuportável, que se espalhava por debaixo do braço e do seio direito, piorou. O agravamento foi tanto nos meses posteriores que ela já não conseguia mais cozinhar, nem dirigir, nem cuidar das tarefas da casa. O câncer tinha ido embora, mas ficado um rastro de dor na vida da professora.


Infelizmente, situações como a de Elza são muito mais comuns do que se imagina. Uma pesquisa com 860 mulheres diagnosticadas em estágios iniciais de câncer de mama e que tiveram de passar por cirurgia para a remoção dos nódulos, mostrou que, um ano depois, 66% delas ainda sentia dores. Uma a cada quatro havia desenvolvido outros problemas, como fibromialgia ou lombalgia. No caso de Elza, que contou sua história no livro Ufa! Chega de Dor, a razão para a dor severa que surgiu após a cirurgia foi o pinçamento de alguns feixes de nervos durante o procedimento.


Por que acontece dor após a cirurgia na mama?


O caso de Elza ilustra bem o principal risco existente na cirurgia para a retirada do câncer de mama: o de haver danos aos nervos. Durante o procedimento, alguns feixes precisam ser afastados, outros removidos e isso pode levar ao surgimento de dores na região, incluindo a dor fantasma (aquela sentida em partes do corpo removidas). Embora seja conhecida como dor pós-mastectomia, o incômodo pode acontecer tanto na cirurgia conservadora (quando é retirado apenas o tumor) quanto na mastectomia (retirada completa da mama).


Quais são os principais sintomas de que há algo errado?


Sensação intensa de queimação ou dores, descritas como facadas, choques ou pontadas;

Hipersensibilidade à dor (alodinia), que acontece quando estímulos que normalmente não geram nenhum incômodo (como o toque da roupa ou do lençol) passam a provocar dor;

Perda da força muscular ou sensação de dormência, paralisia ou formigamento;

Também podem acontecer mudanças no sistema simpático, como surgimento de sudorese excessiva, mudanças na cor da pele e alterações súbitas de temperatura (tanto com o resfriamento da região quanto com o aquecimento).


Há tratamento para a dor que surge depois da cirurgia contra o câncer de mama?


Sim. Há diferentes opções de tratamento, que são feitos de acordo com a causa da dor e o estágio em que ela se encontra. Por exemplo, casos de espasmos musculares têm sido tratados com sucesso por meio da injeção de toxina botulínica (a mesma substância usada para reduzir rugas). A dor causada por inflamação da pele pode ser tratada pela aplicação de remédios para uso tópico, como por exemplo os cremes contendo capsaicina, uma substância encontrada na pimenta. Já dores neuropáticas surgidas após a cirurgia podem ser tratadas por anestésicos, anticonvulsivantes ou antidepressivos. O importante é, ao perceber algum dos sintomas acima descritos, relatá-los para o seu médico ou médica.


Este conteúdo foi produzido em parceria com o portal Ufa! Chega de Dor. Copyright © 2016. Todos os direitos reservados.


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