Falando de DOR

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Falando De dor

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Minutos sem Dor
Lécio Reis
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Tipos de dor

Quem aqui nunca teve um dia marcado pelas costas travadas ou por uma dor martelando a cabeça?

A dor pode chegar de vez, ser esporádica, ou ainda, parecer algo cortante, latejante e que não tem nenhum motivo aparente para incomodar tanto.

A medicina tem muitas maneiras de categorizar a dor. Elas podem ser mais intensas ou mais leves, mas o mais comum é dividi-las entre dor aguda, dor crônica e a dor oncológica.

A mais comum delas é a dor aguda, que pode estar ligada a algo específico, como inflamações, machucados ou até ossos quebrados. São situações que geram dor mas, em geral, terminam depois que o fator que desencadeou o problema é tratado.

Como a dor aguda é a mais comum de todas, normalmente, atribui-se que a dor, em geral, serve como um sinal de que algo não vai bem na saúde do paciente. Mas nem sempre é assim: a dor crônica pode não ter uma causa específica.

Nesses casos, a dor deixa de ser apenas um alerta e passa a ser a doença em si. Clinicamente, a dor crônica, independente da intensidade, dura mais de 12 semanas e tem um forte impacto negativo na qualidade de vida da pessoa.

Existe ainda os casos de pacientes com câncer que sentem dor como consequência da doença ou do tratamento oncológico a que estão sendo submetidos.

Independente do tipo de dor que você, um parente ou amigo se encaixe, é importante saber identificar e relatar a dor sentida. Pois este é o primeiro passo para a busca de um tratamento médico eficaz.

Clique abaixo e veja as principais características de cada tipo de dor e não hesite em procurar atendimento médico.
O que é:

Nem todos os pacientes com câncer sentem dor, mas estima-se que um a cada três terão dor oncológica. A dor oncológica pode ser provocada tanto pelo tumor em si, como também por consequência do tratamento oncológico, podendo ser classificada como dor aguda ou crônica.

Este tipo de dor acarreta incapacidade de trabalho, dificuldade na convivência social e familiar, além de modificações nas atividades físicas, no sono, no apetite e na vida afetiva.

Entenda:

Quando a dor oncológica está relacionada ao crescimento do tumor ou surgimento de metástase, pacientes tendem a relatar latejamento, dor pulsátil ou opressiva. Ela pode ser bem localizada como, por exemplo, nos seios em casos de câncer de mama, ou mal localizada como, por exemplo, dor nas costas quando o paciente tem câncer de pulmão.

Em casos de dor oncológica por consequência do tratamento contra o câncer, como quimioterapia, radioterapia e cirurgias, o mais comum é que a dor seja ardente, penetrante, com sensações de agulhadas, ferroadas e choques, podendo ser acompanhada por formigamento ou adormecimento.

Além das típicas feridas bucais e queimaduras na derme por causa da quimioterapia e radioterapia, pacientes com câncer também podem sentir enxaquecas ou dores nas costas, sem relação com a doença ou seu tratamento.

O que é:

Acomete cerca de 80% da população. Geralmente a dor aguda é resultado de doenças, inflamação ou machucados nos tecidos. Ela é tida como um sinal de que algo não vai bem no organismo.

Mesmo sendo menos impactante que a dor crônica, é preciso ter atenção à dor aguda, pois a dor pós-operatória ou pós-traumática não cuidada adequadamente pode se tornar crônica.

A sensibilidade à dor difere muito de pessoa para pessoa. Por isso, não tenha vergonha de contar a médicos e enfermeiros o que você está sentindo, ainda que já tenha sido medicado. O importante é que você consiga se sentir confortável e se recuperar bem.

A equipe médica é a única que poderá ajudá-lo com a dosagem e a combinação correta de medicamentos. E o paciente é o único que pode dizer sobre a intensidade da dor que sente.

O que é:

A dor crônica é aquela que dura mais de três meses e não necessariamente tem um motivo aparente para ter surgido. Ela pode ser considerada a doença em si. Seu tratamento é feito com medicamento e com o auxílio de uma equipe multidisciplinar de saúde. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 30% da população mundial sofre de dor crônica.
Veja quais são as mais comuns:

Dores de cabeça

Existem diversos tipos e causas de dor de cabeça, mas se ela, independente da intensidade, for constante, procure logo o tratamento médico.

Dores lombares e de coluna

Diferente da dor aguda nas costas, que vem forte e fica por um tempo determinado – provavelmente após esforço, má postura ou lesão -, a lombalgia crônica normalmente ocorre em idosos e tem por característica ser mais leve e constante.

Artrite reumatoide

Atinge cerca de 0,5% da população mundial. Ocorre quando o sistema imunológico ataca o tecido que reveste as articulações, causando inflamação, inchaço, vermelhidão e muita dor. Se não for tratada, pode levar a deformação nas articulações.

Fibromialgia

Dor no corpo inteiro, fadiga, dor de cabeça recorrente e problemas de memória são os sintomas típicos da fibromialgia. As causas da doença ainda são desconhecidas, mas sabe-se que traumas emocionais, físicos e problemas hormonais podem influenciar seu surgimento. No Brasil, estima-se que 3% da população tenha fibromialgia.

DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho)

Além de dor, podem provocar dificuldade de movimento. Reúne uma série de doenças, como tendinite, síndrome do túnel do carpo, mialgias, bursite e outras causadas por movimentos repetitivos ou de força.

O que é:

Quando o sistema sensorial é afetado por uma lesão ou doença, as fibras nervosas sofrem algo como um curto-circuito de fios elétricos. Desta forma, estes nervos danificados enviam sinais errados para outros centros de dor.

Por exemplo: nervos lesionados podem enviar para o cérebro a informação de que seu pé está queimando ou sua mão está levando um choque, quando na verdade você está longe de pisar em algo quente ou tocar na corrente elétrica.

Esta é uma condição crônica, com sintomas persistentes. Portanto, não começa de forma abrupta, nem é sanada rapidamente. Para a maioria dos pacientes, a intensidade pode aumentar ou diminuir ao longo do dia.

As dores neuropáticas mais conhecidas estão relacionadas ao diabetes e à dor ciática. Porém, tudo que leva à perda de função no sistema nervoso sensorial pode causar dor neuropática. Assim, problemas nervosos como síndrome do túnel do carpo ou condições semelhantes podem desencadear dor neuropática. Outras condições incluem deficiências vitamínicas, câncer, HIV, acidente vascular cerebral, esclerose múltipla e tratamentos de câncer.

Tratamento:

Por ser uma questão do nervo, analgésicos tradicionais e anti-inflamatórios normalmente não ajudam muito. Procure um médico e explique detalhadamente os sintomas de sua dor para ele.

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